Delfinoterapia ou terapia assistida por golfinhos é uma área cada vez mais explorada em alguns países, como a Austrália, Estados Unidos, Israel, México, Panamá, Espanha, entre outros. Em Portugal, pode recorrer a este tipo de Terapia no Estuário do Sado.
Os golfinhos são especialmente usados na intervenção em situações de paralisia cerebral, autismo, síndrome de Down, depressão e ansiedade, por estimularem a aprendizagem de respostas cognitivas, físicas ou afectivas mais adequadas. Também é possível trabalhar a motricidade grossa e fina, a linguagem, a autoconfiança, entre outros aspectos.
Estudos de investigação sobre a terapia assistida com golfinhos demonstraram que a interacção com estes animais tem um efeito relaxante e promove a auto-estima e auto-confiança em crianças com autismo, síndrome de Down, Anorexia, depressão, cancro e dificuldades de aprendizagem.
Segundo um estudo científico, os golfinhos aumentam as suas vocalizações durante a interacção com pessoas, sugerindo que as interacções com golfinhos providenciam um tratamento efectivo para os problemas de saúde humana. No entanto, nem todos os resultados estão devidamente fundamentados em termos científicos.
O sucesso desta terapia está relacionado com as características dos golfinhos:
- Constituem um importante elemento motivacional para o tratamento;
- O seu sonar natural (ecolocalização) tem um elevado poder terapêutico, pois permite-lhes identificar condições físicas anómalas e provocar melhorias neurofisiológicas nos pacientes; - A sua extraordinária capacidade de emissão de sons parece estimular o sistema imunológico, produzir mudanças nas ondas cerebrais e interferir no metabolismo celular.
- A grande vantagem da terapia com golfinhos é que estes animais conseguem comunicar com as crianças com autismo, mesmo que estas não sejam capazes de reagir ao discurso, aos sinais e outras tentativas de comunicação do exterior.



